segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um poema de Marize de Castro, Natal RN

Carta pelo Vento

Néctar
A verdade aproxima-se.

Olha-me com os olhos abismados da beleza.
Não sou a mulher
que corta os pulsos e se joga da janela
nem aquela que abre o gás
nem mesmo a loba que entra no rio
com os bolsos cheios de pedra.

Sou todas elas.
Escrever me fez suportar todo incêndio
– toda quimera.

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